Como superar o bloqueio na hora de escrever – Parte 1

Dica preciosa de hoje: Foque em sua MOTIVAÇÃO

Sempre que precisa produzir um novo conteúdo, você se depara com o bloqueio criativo? Você tem várias ideias na cabeça, mas na hora de colocar tudo no “papel” o que surge é o “branco total”? Parece que a inspiração simplesmente deixou você na mão? Infelizmente (ou felizmente :D), isso não acontece só com você.

Se você gosta de filmes, especialmente aqueles que têm escritores como protagonistas, deve ter percebido que até mesmo autores famosos passam por bloqueios. Em geral, eles recorrem a alguns artifícios para conseguir escrever, como se isolar nas montanhas ou buscar situações inspiradoras, por exemplo. Dá uma inveja!

Aliás, é tão comum travar que até existe um termo em inglês para representar o bloqueio criativo: writer´s block. Essa expressão foi criada pelo psiquiatra Edmund Bergler, na década de 1940, ao estudar por aproximadamente 20 anos escritores que sofriam de um mal que ele denominou de “inibições neuróticas da produtividade”.

O que o psiquiatra percebeu nesses escritores foi aquela sensação de frustração, de raiva, e um enorme desejo de procrastinar.

Então, o bloqueio criativo, na verdade, está apenas nos mostrando que não temos lidado bem com algumas emoções. Pode ser ansiedade, depressão, excesso de autocrítica ou falta de motivação.

Provavelmente, essas mesmas emoções surgem em outras situações, como ao falar em público, ao ter de concluir um projeto, ou ao tomar uma decisão.

Neste artigo, e nos próximos, tratarei de alguns desses “causadores” de bloqueios e darei dicas – que têm funcionado comigo – para tentar superar isso. Hoje, é a vez da motivação.

Motivação pra escrever

Decidi começar pela motivação porque nela pode estar a chave do seu bloqueio. Neste caso, não é que você não seja criativo ou não tenha ideias. É que surgem outras “urgências”.

Você está prestes a se sentar diante do computador, mas daí se lembra de que faz tempo que não come nada e então decide ir pra cozinha assaltar a geladeira. Logo depois percebe que faz tempo que não olha o celular e, claro, talvez haja alguma mensagem importante aguardando você. Sem falar que não tem graça começar a escrever e o mundo todo não saber disso. Então, você posta uma imagem sua no Instagram, no Face e no Twiter, mostrando como está superanimado com a tarefa que tem pela frente.

Então, para que todas essas urgências não acabem tomando todo o tempo que você havia reservado para redigir, é essencial você ter bem claro a razão pela qual deve – ou quer – escrever.

Você tem um propósito, certo? Você tem uma razão para querer escrever. E, vá por mim, quanto menos autocentrado for seu propósito, mais motivado você se sentirá.

Explico.

Vamos considerar que o seu objetivo é publicar uma obra. Por que você deseja isso? Você pode querer escrever um livro porque acredita, por exemplo, que, assim, ficará rico e famoso.

Sim, há aqui uma motivação, mas é bem autocentrada, concorda? Então, ao primeiro obstáculo que encontrar – convites pra sair e badalar, dificuldade de concentração, excesso de calor ou frio, etc. – são muito grandes as chances de você desanimar.

Já se quer escrever um livro porque acredita que o que você tem a dizer pode ajudar outras pessoas, sua motivação é diferente, é mais ampla. Neste caso, além de ser mais difícil desanimar, com certeza você contará com o incentivo de muito mais gente.

Considere os autores que recorrem ao crowdfunding (vaquinha coletiva) para financiar a produção do livro. Se você observar bem, perceberá que conseguem mais apoio – e o dinheiro de que necessitam – aqueles autores cujo livro tem um propósito mais abrangente. Quem contribui o faz porque compreende que aquele livro, de algum modo, vai beneficiar a ela mesma e a outras pessoas. Ou, talvez, também ajudará causas em que ela acredita.

O mesmo serve para quando você precisa redigir seu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), dissertação, tese, artigo, etc.

Quanto mais pessoas forem beneficiadas pelo seu texto ou pelo que você poderá conseguir por meio dele – a graduação, o título de mestre ou doutor –, mais motivado você se sentirá, mais apoio conseguirá e por mais tempo essa motivação irá impulsionar você.

Photo by Shane Rounce on Unsplash

Minha dica de hoje é essa. Olhe bem para o que motiva você a escrever. Torne essa motivação a mais ampla possível, de forma que você não seja o único ou a única a se beneficiar do seu trabalho.

E, sempre que bater o desânimo, lembre-se do seu propósito e, se preciso, peça ajuda. Com certeza muitas pessoas vão querer apoiar você.

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